Não gostava de como tudo estava indo, nem do poder e da autoridade que me concediam. Mas não havia voltas, muito menos arrependimentos. Minha existência foi planejada, meu destino determinado.
Era terrível a capacidade que eu tinha de estragar tudo, a capacidade que eu tinha de fazer com que todos me odiassem. Eu estava presente na vida de todos, sentindo seu cheiro, o cheiro de sua alma... Isso me atraia, não era capaz de suportar, aquela vontade... bom, aquela vontade era maior que eu. E quando eu via, já tinha feito. Era incontrolável.
As pessoas não me entendiam, pensavam que tudo era coisa do destino, não sei se era destino, eu vagava pelos lugares, em busca do nada, sentindo apenas um cheiro, o cheiro de algo que só eu era capaz de sentir. E quando eu encontrava algo com esse cheiro viciante, meu extinto fazia o resto. Algo tomava conta de mim, e o destino era cumprido, aquela alma que era capaz de me satisfazer, aquela alma que tinha o cheiro tão forte quanto a minha vontade de não ter esse poder, iria comigo, para algum lugar, que nem todos sabiam, mas quem sabia, preferia nunca ter descoberto.
Não queria ser a morte.
-Minha inspiração não veio de nada legal.
-Não sei se devo escrever isso aqui, mas Vai com Deus meu professor. Você foi um homem que fez parte de tudo que me tornou o que eu sou hoje. E eu sei que onde você estiver Deus estará contigo.
Nós te amamos Wilsinho.
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